Confinamento parte III. Já dizia Baudelaire: que o verdadeiro herói é aquele que se diverte sozinho.
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Confinamento Cinéfilo parte II. Sophie Barthes | Madame Bovary (Gustave Flaubert 1856)
-Eu penso que há uma dor algures na sala -disse a Sra. Gradgrind -, mas não consigo dizer bem se a tenho. Charles Dickens | Tempos Difíceis
É aqui que sentes, camarada, aqui por cima do peito? E queima, não é? Como conheço isso bem! E por que razão vieste? Por que razão não ficas, obstinado e orgulhoso na escuridão, e vens, sim, tomar lugar debaixo de janelas iluminadas para lá das quais há música e o riso da vida? Pois nãoContinuar lendo
E vou-me ao vento que, num tormento, me transporta de cá para lá, como faz à folha morta. Paul Verlaine| Canções de Outono
Todos os dias são dias de trabalho, são dias de escrita. E isso, só por si, é uma regra. E ao fazê-lo desta maneira descobri como a vida nos apresenta métodos sem que os procuremos. Não tinha uma história, não sabia para onde ia, nem sobre o que ia escrever. Mas a nossa mente dá-nosContinuar lendo
O amarelo é uma cor terrestre, que não tem grande profundidade. Estriado com azul, adquire, como já vimos, um tom doentio. Comparado aos estados da alma, poderia ser a representação cromática da loucura, não da melancolia ou da hipocondria, mas de acesso de raiva, de delírio, de loucura furiosa. O vermelho, tal como se imagina,Continuar lendo
The most beautiful people we have known are those who have known defeat, known suffering, known struggle, known loss, and have found their way out of the depths. These persons have an appreciation, a sensitivity, and an understanding of life that fills them with compassion, gentleness, and a deep loving concern. Beautiful people do notContinuar lendo
Chega a ter gosto a chuva vista dos cafés caindo sobre as estátuas e a nostalgia chega a ser morna com fumo e álcool na garganta Até os homens passarem junto aos vidros Reais Molhados Sem emoções instruídas Pensando em remédios e prestações grisalhos sem serem velhos e falando sós sem serem loucos António Reis | Poemas Quotidianos, pág. 26, Porto, [1957]
