O homem que quer ser livre. Come, bebe, como qualquer outro, é funcionário, não faz política, lê L’ Oeuvre e Le Populaire e está em dificuldades financeiras. Mas quer ser livre como outros desejam uma colecção de selos. A liberdade é o seu jardim secreto. A sua pequena conivência para consigo próprio. Um tipo preguiçosoContinuar lendo
Arquivos mensais:fevereiro 2021
Bem vês, a culpa é das circunstâncias. A verdade é que não sou uma pessoa bizarra por enfiar bocados de kleenex amarrotado nos ouvidos e atar um cachecol à cabeça: quando vivia só, tinha todo o silêncio de que precisava.
O bom, se breve, é duas vezes bom. Enrique Vila-Matas |Estranha forma de vida
I went to hear Krishnamurti speak. He was lecturing on how to hear a lecture. He said, “You must pay full attention to what is being said and you can’t do it if you take notes.” The lady on my right was taking notes. The man on her right nudged her and said, “Don’t youContinuar lendo
Ao falarmos do vagabundo é costume dizer-se/ que acenou com o chapéu, e foi-se./ Ao falarmos do outono é costume dizer-se/ que implacável arrebatou as folhas/ das árvores, e foi-se./ Ao falarmos das grandes dignidades/ é costume dizer-se que repartiram/ agradecimentos e favores, e foram-se./ Ao falarmos da dor é costume dizer-se/ que chamou deContinuar lendo
Pequeno grande conto sobre o amor: “Uma mulher apaixonou-se por um homem que estava morto havia anos. Não lhe bastava escovar-lhe os casacos, limpar-lhe o tinteiro, tocar o seu pente de marfim: teve de construir a sua casa sobre a sepultura dele e sentar-se com ele, noite após noite, na cave húmida.” O autor deste contoContinuar lendo
Hoje resolvi mandar uma de Madame Psicose (em homenagem ao imortalizado DFW, uma espécie de inside joke para quem leu o Infinite Jest), aos sofredores de burnout, aos hiperactivos, hiperfrenéticos e hiperneuróticos, aos deprimidos e frustrados. Às tensões geopolíticas, às crises climáticas, à escassez da água até 2050, ao colapso económico, à especulação imobiliária, àsContinuar lendo
O sr. K. esperou algo por um dia, depois por uma semana, e depois ainda por um mês. Por fim ele disse: “Um mês eu poderia muito bem esperar, mas não esse dia e essa semana”. Bertolt Brecht | Histórias do Sr. Keuner
Alguém perguntou ao sr. K. se existe um Deus. O sr. K. respondeu: “Aconselho refletir se o seu comportamento mudaria conforme a resposta a essa pergunta. Se não mudaria, podemos deixar a pergunta de lado. Se mudaria, posso lhe ser útil a ponto de dizer que você já decidiu: Você precisa de um Deus. BertoltContinuar lendo
Leonid Pasternak (1862-1945) | The Passion of Creation
