Uma mancha negra em movimento rodopia nos céus da infância e juventude de Søren Solkær, nos pântanos do sul da Dinamarca. Um lugar onde até um milhão de estorninhos se reúnem na Primavera e no Outono. É o fenómeno do Sol Negro, quando os incontáveis pássaros se reúnem e bloqueiam a luz do Sol. Os estorninhosContinuar lendo
Arquivos mensais:fevereiro 2021
Reflexões da terapia de hoje A procura de sentido num meio de hesitação interessa-me. É como se nessa idade (30 anos) nos déssemos conta de que a vida é nossa. Esse processo de apropriação intriga-me. A pessoa já não é tão jovem, mas não é velha. É livre e vulnerável ao mesmo tempo. Haruki Murakami,Continuar lendo
O plural colectivo, elevado à máxima afirmativa Yes, we can, traduz precisamente o carácter positivo da sociedade da produção. As proibições e as obrigações, as ordens e as leis são substituídas pelos projectos, pelas iniciativas e pelas motivações. A sociedade disciplinar era ainda dominada pelo não. A sua negatividade produzia loucos e criminosos. A sociedadeContinuar lendo
perdidos por natureza própria
Quando te vi na galeria, soube-o de imediato. De como aquela primeira vez era um reencontro. De como quanto mais olhava para dentro dos teus olhos, mais me via. E foi como se o somatório de todas as dores infligidas e de todos os erros se desvanecessem naquele momento. Hoje sinto mesmo que a realidadeContinuar lendo
One of the things I love most about this life is that there’s no final goodbye. I’ve met hundreds of people out here, and they don’t ever say a final goodbye. They’ll just say, “I’ll see you down the road.” And I do. I see them again. And I can be certain in my heart,Continuar lendo
My dad used to say, “What’s remembered lives.” I maybe spent too much of my life just remembering. Chloé Zhao | Nomadland (2020)
Enquanto houver um lugar onde há ar, sol e relva, devemos lamentar não estar lá. Sobretudo quando se é jovem. Boris Vian | L’herbe rouge
Ah, se já perdemos a noção da horaSe juntos já jogamos tudo foraMe conta agora como hei de partirSe, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvariosRompi com o mundo, queimei meus naviosMe diz pra onde é que inda posso irSe nós, nas travessuras das noites eternasJá confundimos tanto as nossas pernasDiz com queContinuar lendo
Há uma só vida e envolvê-la-emos com escamas.
