A única cosia que vale a pena é a educação. Todos os outros bens são humanos e pequenos e não merecem ser procurados com grande empenho. Os títulos nobiliárquicos são um bem dos antepassados. A riqueza é uma dádiva da sorte. A beleza é efémera; a saúde, inconstante. A força física cai tomada pela doençaContinuar lendo
Arquivos mensais:fevereiro 2021
Artists talk a lot about freedom. So, recalling the expression “free as a bird,” Morton Feldman went to a park one day and spent some time watching our feathered friends. When he came back, he said, “You know? They’re not free: they’re fighting over bits of food.” John Cage | Indeterminacy
– I mean there is reality. I mean you have all these stories people tell about reality. But ultimately there is reality. The best test of reality that I know is the test of suffering. Suffering is the most real thing in the world. Yuval Noah Harari, resposta à questão “But is there such thingContinuar lendo
Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém aContinuar lendo
A ilha
Estamos numa ilha, numa ilha onde já tínhamos estado de passagem. Recordo-me daquelas águas tranquilas e mornas e da palmeira tombada. Não tinha planos de acordar numa ilha e sinto no corpo um estremecimento estranho, como se tivesse acordado de repente, de um sono longo e profundo. -Tenho a sensação de andarmos aqui às voltas.Continuar lendo “A ilha”
A sound has no legs to stand on. Also John Cage.
Ninguém podia dizer-me o que é que são os números e eu não era capaz de formular a pergunta. – Os Anos de Escola por Carl Jung – O professor fazia de conta que a álgebra era perfeitamente evidente, quando eu ainda nem sequer sabia o que é que são os números em si. Não eramContinuar lendo
Que arrepio te perturba.
Sobre o Terrorismo Poético da Negatividade (parte II) Jean-Nicolas Arthur Rimbaud (20 de outubro de 1854-10 de novembro de 1891) Depois de publicar o seu segundo livro, aos 19 anos de idade, abandonou a literatura e partiu para aventura, até à sua morte, 2 décadas mais tarde. Aos 19 anos já tinha escrito toda a suaContinuar lendo
Era o último dia da vida de Emiliano Leprini. Todos o sabiam. Emiliano Leprini sabia-o também. Não devemos ser demasiado sensíveis e escrupulosos nos assuntos relacionados com a morte. A existência é assim mesmo: o fim é certo e há um dia para morrermos.Como disse, o último dia de Emiliano Leprini era exactamente aquele. DescalçouContinuar lendo
