Pequeno grande conto sobre o amor: “Uma mulher apaixonou-se por um homem que estava morto havia anos. Não lhe bastava escovar-lhe os casacos, limpar-lhe o tinteiro, tocar o seu pente de marfim: teve de construir a sua casa sobre a sepultura dele e sentar-se com ele, noite após noite, na cave húmida.” O autor deste contoContinuar lendo
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Hoje resolvi mandar uma de Madame Psicose (em homenagem ao imortalizado DFW, uma espécie de inside joke para quem leu o Infinite Jest), aos sofredores de burnout, aos hiperactivos, hiperfrenéticos e hiperneuróticos, aos deprimidos e frustrados. Às tensões geopolíticas, às crises climáticas, à escassez da água até 2050, ao colapso económico, à especulação imobiliária, àsContinuar lendo
O sr. K. esperou algo por um dia, depois por uma semana, e depois ainda por um mês. Por fim ele disse: “Um mês eu poderia muito bem esperar, mas não esse dia e essa semana”. Bertolt Brecht | Histórias do Sr. Keuner
Alguém perguntou ao sr. K. se existe um Deus. O sr. K. respondeu: “Aconselho refletir se o seu comportamento mudaria conforme a resposta a essa pergunta. Se não mudaria, podemos deixar a pergunta de lado. Se mudaria, posso lhe ser útil a ponto de dizer que você já decidiu: Você precisa de um Deus. BertoltContinuar lendo
Leonid Pasternak (1862-1945) | The Passion of Creation
Uma mancha negra em movimento rodopia nos céus da infância e juventude de Søren Solkær, nos pântanos do sul da Dinamarca. Um lugar onde até um milhão de estorninhos se reúnem na Primavera e no Outono. É o fenómeno do Sol Negro, quando os incontáveis pássaros se reúnem e bloqueiam a luz do Sol. Os estorninhosContinuar lendo
Reflexões da terapia de hoje A procura de sentido num meio de hesitação interessa-me. É como se nessa idade (30 anos) nos déssemos conta de que a vida é nossa. Esse processo de apropriação intriga-me. A pessoa já não é tão jovem, mas não é velha. É livre e vulnerável ao mesmo tempo. Haruki Murakami,Continuar lendo
O plural colectivo, elevado à máxima afirmativa Yes, we can, traduz precisamente o carácter positivo da sociedade da produção. As proibições e as obrigações, as ordens e as leis são substituídas pelos projectos, pelas iniciativas e pelas motivações. A sociedade disciplinar era ainda dominada pelo não. A sua negatividade produzia loucos e criminosos. A sociedadeContinuar lendo
perdidos por natureza própria
Quando te vi na galeria, soube-o de imediato. De como aquela primeira vez era um reencontro. De como quanto mais olhava para dentro dos teus olhos, mais me via. E foi como se o somatório de todas as dores infligidas e de todos os erros se desvanecessem naquele momento. Hoje sinto mesmo que a realidadeContinuar lendo
