Nasci para roer o silêncio.
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Numa outra noite, um sonho. Tu corrias em dunas, que não eram de areia mas sim cheias de verde. Em baixo a imensidão do mar e eles com os pés mergulhados em aguas calmas e escuras. Olhavas as fisionomias mortas impotente, com o peito arfar de angústia e medo. Eram seres eternos. Anjos tristes. DemoravamContinuar lendo
Butterflies all havin’ fun you know what I mean Sleep in peace when day is done That’s what I mean Nina Simone
Tucker Madawick is seventeen years old. He is Lois Long’s son by her first husband. It was dinner time. He came home from his job in the Good Samaritan Hospital in Suffern and said to his mother, “Well, dear, I won’t be seeing you for a couple of days.” Lois Long said, “What’s up?” TuckerContinuar lendo
O ideal universal da beleza na escultura grega aproxima-se igualmente de uma estreita semelhança entre o homem e a mulher. Não poderá residir aí um dos segredos do amor? Não será possível que nos mais íntimos recessos do amor, se esconda um desejo inacessível, o de que o homem e a mulher se transformem naContinuar lendo
A única cosia que vale a pena é a educação. Todos os outros bens são humanos e pequenos e não merecem ser procurados com grande empenho. Os títulos nobiliárquicos são um bem dos antepassados. A riqueza é uma dádiva da sorte. A beleza é efémera; a saúde, inconstante. A força física cai tomada pela doençaContinuar lendo
Artists talk a lot about freedom. So, recalling the expression “free as a bird,” Morton Feldman went to a park one day and spent some time watching our feathered friends. When he came back, he said, “You know? They’re not free: they’re fighting over bits of food.” John Cage | Indeterminacy
– I mean there is reality. I mean you have all these stories people tell about reality. But ultimately there is reality. The best test of reality that I know is the test of suffering. Suffering is the most real thing in the world. Yuval Noah Harari, resposta à questão “But is there such thingContinuar lendo
Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém aContinuar lendo
A ilha
Estamos numa ilha, numa ilha onde já tínhamos estado de passagem. Recordo-me daquelas águas tranquilas e mornas e da palmeira tombada. Não tinha planos de acordar numa ilha e sinto no corpo um estremecimento estranho, como se tivesse acordado de repente, de um sono longo e profundo. -Tenho a sensação de andarmos aqui às voltas.Continuar lendo “A ilha”
