Bem vês, a culpa é das circunstâncias. A verdade é que não sou uma pessoa bizarra por enfiar bocados de kleenex amarrotado nos ouvidos e atar um cachecol à cabeça: quando vivia só, tinha todo o silêncio de que precisava.
Arquivos da categoria: Negatividade
O bom, se breve, é duas vezes bom. Enrique Vila-Matas |Estranha forma de vida
Ao falarmos do vagabundo é costume dizer-se/ que acenou com o chapéu, e foi-se./ Ao falarmos do outono é costume dizer-se/ que implacável arrebatou as folhas/ das árvores, e foi-se./ Ao falarmos das grandes dignidades/ é costume dizer-se que repartiram/ agradecimentos e favores, e foram-se./ Ao falarmos da dor é costume dizer-se/ que chamou deContinuar lendo
Hoje resolvi mandar uma de Madame Psicose (em homenagem ao imortalizado DFW, uma espécie de inside joke para quem leu o Infinite Jest), aos sofredores de burnout, aos hiperactivos, hiperfrenéticos e hiperneuróticos, aos deprimidos e frustrados. Às tensões geopolíticas, às crises climáticas, à escassez da água até 2050, ao colapso económico, à especulação imobiliária, àsContinuar lendo
O plural colectivo, elevado à máxima afirmativa Yes, we can, traduz precisamente o carácter positivo da sociedade da produção. As proibições e as obrigações, as ordens e as leis são substituídas pelos projectos, pelas iniciativas e pelas motivações. A sociedade disciplinar era ainda dominada pelo não. A sua negatividade produzia loucos e criminosos. A sociedadeContinuar lendo
Sobre o Terrorismo Poético da Negatividade (parte II) Jean-Nicolas Arthur Rimbaud (20 de outubro de 1854-10 de novembro de 1891) Depois de publicar o seu segundo livro, aos 19 anos de idade, abandonou a literatura e partiu para aventura, até à sua morte, 2 décadas mais tarde. Aos 19 anos já tinha escrito toda a suaContinuar lendo
Monsieur Camus, o que é um homem rebelde? -Um homem que diz que não. Albert Camus
Sobre o Terrorismo Poético da Negatividade Robert Walser, um homem discreto, burguês e vulgar. Teve vários empregos subalternos – empregado de livraria, secretário de advogado, empregado bancário, operário de fábrica. Walser retirava-se de vez em quando de Zurique para a Câmara de Escrita para Desocupados. Walser também foi parar aos manicómios. Ele dizia que eraContinuar lendo
